Essa readequação no ritmo de produção da Fiat é sutil comparada às últimas interferências, que tiveram paralisação completa de um turno durante dez dias no último mês de agosto; dez dias de férias coletivas em abril; além de paralisação completa das linhas, durante 48 dias, entre abril e meio do ano passado. E, desta vez, a previsão é de que o layoff seja mantido por três meses, até janeiro.
Todos os funcionários envolvidos terão postos preservados pelo grupo Stellantis durante o afastamento – definido por acordo coletivo – e salário integral para quem recebe até 3.500 reais (e reduções a quem tem salário acima deste teto). Também haverá qualificação profissional, com aulas virtuais e bolsa de 70 reais para internet; planos de saúde; e estabilidade proporcional a esse período.
A Volkswagen também reduziu, temporariamente, a produção em Taubaté (SP) com férias coletivas para 800 funcionários – equivalente a um turno da fábrica. E outra unidade da empresa, em São Bernardo do Campo (SP) também aderiu à iniciativa, com interrupção de dois turnos durante dez dias. De acordo com o fabricante, não há previsão de quando o fornecimento de peças será normalizado.
Com gargalos na produção de carros novos durante a pandemia, o mercado de seminovos e usados está aquecido. Prova disso é que boa parte dos modelos tiveram valorização acima da inflação neste período, puxados pelos zero-quilômetro – influenciados também pelo aumento das commodities e do dólar. Mas, segundo especialistas, esse também é o melhor momento para quem quer vender.
Fonte: Exame
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