Sábado, 02 de Maio de 2026
20°C 29°C
Alagoinhas, BA
Publicidade

Coreia do Norte lança projétil e defende direito a testar armamento

Coreia do Norte lança projétil e defende direito a testar armamento

28/09/2021 às 09h04 Atualizada em 28/09/2021 às 12h04
Por: Redação
Compartilhe:
Coreia do Norte lança projétil e defende direito a testar armamento (Jung Yeon-je/AFP)
Coreia do Norte lança projétil e defende direito a testar armamento (Jung Yeon-je/AFP)

O lançamento é o episódio mais recente de uma série de mensagens cruzadas entre as duas Coreias.

Coreia do Norte lançou um "projétil não identificado" no mar, em frente à sua costa oriental, informou nesta terça-feira o Exército sul-coreano, enquanto o representante de Pyongyang na ONU defendeu o direito do país de desenvolver um armamento próprio.

A Coreia do Sul não divulgou detalhes do caso. Um porta-voz do ministro japonês da Defesa indicou à AFP que o projétil "assemelhava-se a um míssil balístico".

O lançamento é o episódio mais recente de uma série de mensagens cruzadas entre as duas Coreias, que, por um lado, impulsionam sua corrida militar e, por outro, evocam um possível diálogo.

Pouco após a notificação do disparo, o embaixador norte-coreano defendeu na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, o direito de seu país de testar sua tecnologia de defesa. "Nós apenas estamos construindo nossa defesa nacional para nos proteger e salvaguardar de forma confiável a segurança e a paz do país", disse Kim Song.

No entanto, Washington afirmou nesta segunda-feira que "condena" o aparente lançamento do míssil e instou Pyongyang a dialogar.

"Os Estados Unidos condenam o lançamento do míssil da RPDC", declarou o Departamento de Estado em um comunicado, referindo-se à República Popular Democrática da Coreia.

"Este lançamento viola várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU e representa uma ameaça para os vizinhos da RPDC e a comunidade internacional. Continuamos comprometidos com uma abordagem diplomática da RPDC e apelamos ao diálogo", acrescentou.

Sujeito a sanções internacionais por seu programa de armamento nuclear, o Norte realizou vários testes balísticos este mês, inclusive com mísseis de cruzeiro de longo alcance.

O Sul, por sua vez, anunciou nos últimos dias que testou com sucesso, pela primeira vez, mísseis disparados de um submarino, uma tecnologia avançada disponível apenas em alguns poucos países.

Nesta terça-feira, a Coreia do Sul lançou o seu terceiro míssil a partir de um submarino, em um novo sinal decomo investe bilhões de dólares para fortalecer sua capacidade militar.

Após uma reunião de emergência, o Comitê de Segurança Nacional de Seul emitiu um comunicado nesta terça-feira em que lamenta o lançamento de Pyongyang "em um momento crítico na estabilidade política da península da Coreia".

Propostas de diálogo - Mas também surgiram sinais de distensão. Dois dias atrás, Kim Yo Jong, irmã e assessora influente do líder norte-coreano, Kim Jong Un, evocou a possibilidade de uma cúpula intercoreana, mas só se garantir o "respeito mútuo" e a "imparcialidade".

Também criticou a "dupla moral" da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, que criticam os testes norte-coreanos enquanto eles desenvolvem suas próprias capacidades militares.

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, ao qual restam poucos meses no cargo, reiterou seus chamados para um fim oficial à guerra da Coreia (1950-1953).

O conflito nesta península do nordeste asiático terminou com uma trégua, mas nunca chegou a ser assinado um tratado de paz. Portanto, os dois países continuam tecnicamente em guerra desde então.

"Parece que a Coreia do Norte quer ver o quão genuína Seul é a respeito da sua vontade de melhorar a relação entre os dois países e de encerrar oficialmente a guerra da Coreia", observou o professor Yang Moo-jin, da Universidade de Estudos Norte-Coreanos.

“Pyongyang vai monitorar e estudar a reação de Moon após o lançamento de hoje e decidir o que quer fazer”, completou.

A comunicação entre as duas Coreias foi interrompida em grande medida depois de uma segunda cúpula entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte em Hanói, que fracassou em fevereiro de 2019, já que o então presidente Donald Trump e Kim Jong Un não puderam entrar em um consenso sobre os termos de um acordo.

 

Fonte: Revista Exame

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Alagoinhas, BA
25°
Tempo nublado

Mín. 20° Máx. 29°

26° Sensação
3.01km/h Vento
76% Umidade
76% (0.74mm) Chance de chuva
05h40 Nascer do sol
17h20 Pôr do sol
Dom 31° 19°
Seg 28° 20°
Ter 30° 19°
Qua 27° 20°
Qui 25° 20°
Atualizado às 18h01
Economia
Dólar
R$ 4,96 +0,00%
Euro
R$ 5,81 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 414,367,08 +1,12%
Ibovespa
187,317,64 pts 1.39%
Lenium - Criar site de notícias