
Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), Maria Aparecida, aproximadamente 500 pessoas serão atendidas por dia em cada um dos postos. “Nos postos, a população poderá fazer os testes para doenças sexualmente transmissíveis e, caso o resultado seja positivo, a pessoa já sai da unidade com orientação para iniciar o tratamento”.
O teste rápido tem duração de aproximadamente 20 minutos e, nesse período, podem ser diagnosticadas infecções sexualmente transmissíveis. Além dos testes, as equipes formadas por assistente social, enfermeiro, bioquímico e psicólogo farão aconselhamento do público e o atendimento ocorrerá das 17 a 1h. A previsão é que sejam realizados mais de cinco mil testes nos cinco dias de folia.
Atendimento para mulheres vítimas de violência
As mulheres que sofrerem qualquer ato sexual indesejado, abusos e violência sexual contarão com serviço especializado no Hospital da Mulher e mais oito unidades de saúde da capital baiana (a lista completa está disponível no site da Sesab). No Hospital da Mulher o atendimento é voltado para mulheres e adolescentes a partir dos 12 anos. Na unidade, desde o início do ano passado, foi instalado o Serviço AME, que acolhe e oferece o suporte necessário para as vítimas de violência.
O serviço atendeu 151 mulheres em 2017. Destas, 50 eram adolescentes. A unidade conta com uma equipe multidisciplinar, pronta para receber mulheres que compareçam ao hospital por vontade própria ou forem encaminhadas pela rede de enfrentamento à violência contra a mulher, por meio de órgão judicial e policial, Instituto Médico Legal (IML), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Delegacia Especial de Atenção à Mulher (Deam), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Central Estadual de Regulação da Bahia (CER-BA).
A coordenadora do Serviço de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência do Hospital da Mulher, Jamile Martins, explica que o atendimento é voltado para minimizar os traumas da violência. “A partir do momento que identificamos que a nossa paciente é uma vítima de violência sexual o caso é tratado como emergência. O nosso primeiro atendimento é reservado e sigiloso e contamos com uma equipe multidisciplinar. Temos enfermeiras, médico ginecologista, assistente social e psicólogo de plantão todos os dias”.
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