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Celebração de Iemanjá intensifica o turismo na capital baiana

Celebração de Iemanjá intensifica o turismo na capital baiana

02/02/2018 às 17h05 Atualizada em 02/02/2018 às 20h05
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Festejada durante toda esta sexta-feira (2) com alvorada de fogos, doação de presentes e oferendas, a rainha das águas - Iemanjá - atrai devotos, baianos e turistas ao bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Um roteiro festivo que se divide entre o espiritual e o profano faz a alegria de milhares de pessoas.

O movimento começou bem cedo, às 5h30, quando se formava fila de devotos conduzindo os presentes que, logo mais, após 15h, serão juntos conduzidos ao mar, num ritual que se repete há quase um século. De acordo com historiadores, a festa existe desde 1923.

Os principais hotéis do bairro estão cheios de turistas que vieram conhecer ou rever esta que é uma das principais manifestações com origem nas religiões de matriz africana, na capital da Bahia. O casal Sidney Coelho e Mônica Gonnet veio de Santa Catarina para conhecer a cidade e a festa. “Já sabíamos da fama da festa e estamos achando maravilhosa”, disse Mônica.

O casal de advogados Carlos Neto e Carolina Rocha veio de Fortaleza só para participar das comemorações à deusa do mar. “Acho impressionante estar neste espaço, na mesma energia das pessoas”, afirmou Neto, que, assim como a esposa, é iniciado em religião de matriz africana. “Vou voltar para casa mais apaixonada pela Bahia”, disse Carolina. “Nos casamos recentemente e viemos pedir para que a gente tenha uma vida feliz juntos”, revelou.

Havia também uma boa presença de estrangeiros entre a multidão. A estudante Lena Rothe, de 22 anos, veio sozinha de Dresden, Alemanha, para conhecer Salvador e a festa de Iemanjá. Na fila para entregar uma flor, ao lado de um amigo baiano, estava achando a festa “maravilhosa, surpreendente”.

Já o músico Franck Soube, de Bordeaux, França, é tão fascinado pela festa que participava dela pela 17ª vez. “Gosto de vir pela manhã, porque é mais espiritual. À tarde é outra festa, mais profana, mas eu gosto também”, afirmou. Pesquisador de ritmos baianos, ele está lançando o CD “Os Deuses Dançam”, no qual mostra seu olhar francês para a ancestralidade do  Candomblé. Soube que ficará também para o Carnaval, quando desfilará com o afoxé Os Filhos de Korin Efan.

As cores branca e azul, correspondentes à deusa do mar, predominam nas vestes dos transeuntes do Rio Vermelho no dia de Iemanjá. Nas ruas e praças, artistas realizam performances, e blocos de ativistas desfilam, sempre em nome da rainha das águas.

Treinamento

Registros das celebrações à Rainha do Mar na Bahia datam de 1923, depois que pescadores, inconformados com um período de pouca fartura no mar, jogaram presentes nas águas para que a orixá revertesse a situação. Depois disso, a pesca foi abundante. A festa é organizada pela Colônia de Pesca do Rio Vermelho. No início da semana, seus integrantes, junto a pescadores de Itapuã, foram treinados para atender os turistas com qualidade pela equipe do ProqualiSetur, da Secretaria do Turismo do Estado da Bahia.

Repórter: Eduardo Bastos

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