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China cobra posição da ONU contra ataques de Israel a Gaza

China cobra posição da ONU contra ataques de Israel a Gaza

17/05/2021 às 10h54 Atualizada em 17/05/2021 às 13h54
Por: Redação
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IDF/Flickr Quase 200 palestinos já foram mortos por bombardeios israelenses
IDF/Flickr Quase 200 palestinos já foram mortos por bombardeios israelenses

'Intensificaremos esforços para promover negociações de paz', disse chanceler chinês; quase 200 palestinos já foram mortos por bombardeios israelenses

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, que preside o Conselho de Segurança da ONU, condenou neste domingo (16/05) os ataques de Israel contra a Faixa de Gaza e cobrou uma posição dos EUA sobre as hostilidades.

As declarações foram realizadas durante reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para tratar dos bombardeios israelenses contra os palestinos, que entraram neste domingo no 7º dia consecutivo e já causaram a morte de quase 200 pessoas.

"A China intensificará os esforços para promover negociações de paz e cumprir seriamente nosso dever como presidente do Conselho", disse o chanceler chinês, reiterando uma oferta de receber os lados na China para dialogar.

Wang Yi acrescentou que os Estados Unidos devem assumir uma posição justa em relação aos ataques na região, uma vez que não houve uma declaração conjunta do Conselho de Segurança da ONU devido a uma objeção de Washington.

No início da semana, a organização enfrentou obstáculos ao tentar produzir uma declaração conjunta à imprensa condenando as hostilidades. A iniciativa, porém, esbarrou em um veto norte-americano. O chanceler chinês lamentou o fato.

"Pedimos aos Estados Unidos que mostrem suas devidas responsabilidades, assumindo uma posição justa e que, junto com a maioria da comunidade internacional, apoiem o Conselho de Segurança para aliviar a situação, reconstruir a confiança e avançar em acordos políticos", disse o ministro.

Na sexta-feira (14/05), a porta-voz da chancelaria chinesa, Hua Chunying, já havia emitido críticas contra Washington, afirmando que os EUA ignoram o sofrimento palestino enquanto dizem defender os direitos humanos.

A declaração veio após os EUA bloquearem a reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a questão Israel-Palestina marcada para a sexta-feira, mas que acabou sendo realizada neste domingo.

O ministro das Relações Exteriores da China também pediu que Israel facilite o acesso à assistência humanitária na Faixa de Gaza e pare com a demolição de casas e prédios palestinos.

"Instamos Israel [...] a garantir a segurança e os direitos dos civis no território palestino ocupado e a facilitar o acesso à assistência humanitária", disse.

Wang ainda afirmou que a "China condena veementemente a violência contra civis e mais uma vez insta as partes no conflito a cessarem imediatamente as ações militares e hostilidades".

Ataques vão continuar, diz Netanyahu

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo que os ataques contra Gaza vão continuar.

"A operação em Gaza ainda vai demorar. Continuaremos pelo tempo necessário para restaurar a calma", disse Netanyahu, acrescentando que Israel "tem o apoio dos Estados Unidos".

O premiê ainda descartou que haja qualquer pressão contra o governo israelense. "Isso não é verdade. Agradeço a Biden e aos outros líderes que nos apoiam", disse

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, os ataques de Israel deflagrados durante os últimos sete dias deixaram, até agora, 192 palestinos mortos, incluindo 58 crianças e 34 mulheres, além de 1.235 feridos.

A autoridade local ainda acrescenta que sob os escombros dos edifícios bombardeados por Israel ainda há mortos e feridos.

Nas última 24 horas, 42 palestinos foram mortos por ataques israelenses, resultando, portanto, no dia mais sangrento desde o início das hostilidades.

O Hamas, por sua vez, continua a responder lançando foguetes de Gaza contra a região sul de Israel. Segundo números do Exército israelense, cerca de 2,9 mil foguetes do Hamas foram lançados desde o início das hostilidades.

Fonte: Operamundi

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