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Estudo responsabiliza má gestão do governo federal por mortes no Brasil

Estudo responsabiliza má gestão do governo federal por mortes no Brasil

16/04/2021 às 09h43 Atualizada em 16/04/2021 às 12h43
Por: Redação
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Artigo na revista Science cita a promoção de remédios ineficazes pelo governo federal e a falta de um plano nacional como culpados pelo grande número de mortos.

Um artigo publicado nesta quarta-feira (14/4) na revista Science, uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo, indicou que a “inação do governo brasileiro” gerou um agravamento na pandemia de COVID-19 ao lado do sistema de saúde em colapso.

A revista cita a promoção de remédios ineficazes pelo governo federal e a falta de um plano nacional como grandes culpados pelos 358.718 mortos no país.

Conduzido por pesquisadores brasileiros e norte-americanos, o artigo aponta  que a "perigosa inação e irregularidades" do governo brasileiro, "incluindo a promoção da cloroquina como tratamento," geraram agravamento da pandemia no Brasil, aceleraram mortes e casos e levaram o sistema de saúde ao colapso.

“No Brasil, a resposta federal tem sido uma combinação perigosa de inação e irregularidades, incluindo a promoção da cloroquina como tratamento, apesar da falta de evidências”, escrevem os cientistas.

Segundo o artigo, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderia ter dado uma resposta eficaz à pandemia, mas a falta de incentivo e ações imediatas, tendo em vista o negacionismo do Planalto, travam a contenção do vírus.

“Sem uma estratégia nacional coordenada, as respostas locais variaram em forma, intensidade, duração e horários de início e fim, até certo ponto associadas a alinhamentos políticos. O país tem visto taxas de ataque muito altas e carga desproporcionalmente maior entre os mais vulneráveis %u200B%u200Biluminando as desigualdades locais”, pontuam.

Os cientistas também citam a variante brasileira de Manaus, na qual eles qualificam como "uma nova variante de preocupação que é estimada em 1,4-2,2 vezes mais transmissível e capaz de escapar da imunidade de infecção anterior”.

“Essa variante está se espalhando por todo o país. Tornou-se o mais prevalente em circulação em seis dos oito estados onde as investigações foram realizadas”, escreveram.

Ainda segundo o artigo, o Brasil deve enfrentar fome e miséria caso nada seja feito com urgência. “O fracasso em evitar essa nova rodada de propagação facilitará o surgimento de novos VOCs [variantes de preocupação], isolará o Brasil como uma ameaça à segurança da saúde global e levará a uma crise humanitária completamente evitável”, finaliza.

Fonte: Jornal Estado de Minas

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