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OMS diz que situação no Brasil é crítica e reforça preocupação

OMS diz que situação no Brasil é crítica e reforça preocupação

03/04/2021 às 10h05 Atualizada em 03/04/2021 às 13h05
Por: Redação
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(crédito: Reprodução/OMS)
(crédito: Reprodução/OMS)

Representantes da Organização Mundial de Saúde afirmaram que com variante mais transmissível, sistema de saúde sobrecarregado pode ficar ainda mais comprometido.

A líder técnica de resposta à covid-19 na Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, disse, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (1º/4), que a situação no Brasil no âmbito da pandemia do novo coronavírus é crítica. De acordo com ela, com variante brasileira P.1 (identificada pela primeira vez no estado do Amazonas), que é mais transmissível, o sistema de saúde sobrecarregado pode ficar ainda mais comprometido.

“Há uma situação muito séria no Brasil no momento, quando temos um número de estados que estão em situação crítica. Os desafios são diversos. Em termos de transmissibilidade, com a variante P.1 que foi detectada e está circulando no país, se você tem um vírus mais transmissível, você tem mais casos, e isso pode sobrecarregar o sistema de saúde que já está sobrecarregado”, afirmou, em resposta ao Correio.

Maria Van Kerkhove pontuou que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) está trabalhando junto com os estados e o país para se certificar que eles tenham insumos para cuidar dos pacientes, como oxigênio e todo o suporte necessário. “De fato, é uma situação crítica”, afirmou. A epidemiologista ainda ressaltou que a variante P.1 está predominante em 13 estados, e que há um aumento de hospitalizações e demanda por leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), com aumento de casos graves em todas as idades, incluindo os mais jovens, entre 20 e 60 anos.

Diretora-geral-assistente da OMS, a brasileira Mariângela Simão afirmou que a OMS "está muito preocupada com o que está acontecendo no Brasil”. De acordo com ela, a produção local de vacina é um aspecto muito importante neste momento, porque apesar de o país estar recebendo vacina pelo consórcio da OMS Covax Facility, o Brasil consegue produzir suas próprias vacinas pelo Instituto Butantã e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “E isso é essencial, considerando a pressão que existe em relação aos insumos”, explicou.

Mariângela ainda reforçou que não basta se pautar na disponibilidade de vacina, mesmo quando o país tem boa cobertura de vacinação. De acordo com ela, é importante manter as medidas de prevenção, evitar aglomeração. “É importante que não haja uma falsa sensação de segurança por conta da disponibilização de vacina”, afirmou.

 

Fonte: Correio Braziliense

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