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Presidente do Einstein diz que 'o Brasil vem cultivando a morte' e alerta contra 'tratamento precoce'

Presidente do Einstein diz que 'o Brasil vem cultivando a morte' e alerta contra 'tratamento precoce'

29/03/2021 às 09h21 Atualizada em 29/03/2021 às 12h21
Por: Redação
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Dr. Sidney Klajner, presidente do Einstein, divulgou pronunciamento no qual faz um apelo para que a população mantenha as recomendações cientificamente comprovadas contra a pandemia da Covid-19 — Foto: Hospital Israelita Albert Einstein/Redes Sociais/Divu
Dr. Sidney Klajner, presidente do Einstein, divulgou pronunciamento no qual faz um apelo para que a população mantenha as recomendações cientificamente comprovadas contra a pandemia da Covid-19 — Foto: Hospital Israelita Albert Einstein/Redes Sociais/Divu

Dr. Sidney Klajner também apontou riscos de reinfecção com possibilidade de agravamento do quadro. 'Tratamento precoce' ou 'kit Covid' tem sido recomendado pelo Ministério da Saúde, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, desde meados de 2020.

O presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein divulgou nesta quinta-feira (25) um pronunciamento gravado em vídeo no qual faz um apelo para que a população mantenha as recomendações cientificamente comprovadas contra a pandemia da Covid-19.

"Alguns cansaram de adotar essas medidas e jogaram a toalha. Outros, se apegaram a fake news, que disseminam tratamentos de prevenção, sendo que não há, até agora, qualquer medicamento, chá ou receita caseira que evite a contaminação pelo vírus", disse o Dr. Sidney Klajner.

"Pra você que está me assistindo, eu faço um apelo. Não ignore as recomendações baseadas em ciência, que continuam sendo fundamentais: o isolamento social, o uso da máscara e a higiene constante das mãos", continuou.

O "tratamento precoce" ou "Kit Covid" tem sido recomendado pelo Ministério da Saúde, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, desde meados de 2020, com o uso de medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina.

O presidente chegou a afirmar no Twitter que o "tratamento precoce" havia sido comprovado por estudos clínicos, postagem que foi marcada pela rede social com o alerta de que se tratavam de "informações sem comprovação".

No ano passado, o Hospital Albert Einstein formou uma coalizão com outras instituições, como o HCor, o Hospital Sírio-Libanês, o Hospital Oswaldo Cruz e a Beneficência Portuguesa para a realização do maior estudo sobre hidroxicloroquina feito no país. A conclusão foi de que ela não tem eficácia no tratamento da Covid-19, e inclusive causou "efeitos adversos", como alterações em exames de eletrocardiograma e indícios de lesão hepática.

"Precisamos voltar a preservar a vida, deixando de ser um país que, infelizmente, vem cultivando a morte. Como presidente do Einstein, uma instituição que tem como missão levar saúde à sociedade por meio de suas atividades no setor privado, mas também público, como médico, como cidadão, eu peço: cuide de si, cuide dos outros, não perca a coragem", declarou o Dr. Sidney Klajner, em mensagem da Sociedade Albert Einstein.

Reinfecção e vacinação - O presidente da entidade também explicou que as pessoas que já tiveram Covid-19 não podem se descuidar, pois não estão imunes à reinfecção, inclusive com possibilidade de apresentar quadros clínicos mais graves.

"Mesmo aqueles que já pegaram a doença não estão protegidos. Há muitos casos, e cada vez mais casos, de reinfecção, sim. Quem já pegou pode pegar novamente, e às vezes até de modo mais grave. Além disso, pacientes que se recuperaram da doença apresentam sequelas, como alterações cardiovasculares, neuropsiquiátricas, perdas nutricionais e musculares, inclusive morte", explicou o médico.

Em dezembro, Jair Bolsonaro disse que não tomaria a vacina contra a Covid-19, pois já teria anticorpos, após infecção pelo coronavírus.

O Dr. Sidney Klajner destacou que as vacinas são uma poderosa arma na batalha contra o coronavírus e que os efeitos dela no controle da pandemia poderão ser sentidos quando grande parte da população estiver imunizada.

"Embora o tempo de proteção e a eficácia com as novas variantes ainda estejam sendo estudados, todas as vacinas que nós temos disponíveis são seguras, liberadas pela Anvisa, e podem evitar os quadros mais graves da doença. Muitos países inclusive já observaram, já demonstraram a redução dos casos nas faixas etárias vacinadas prioritariamente", afirmou.

Fonte: G1 São Paulo

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