Domingo, 27 de Setembro de 2026
20°C 33°C
Alagoinhas, BA

Em encontro virtual hoje (12), Rui Costa e Bruno Reis se reúnem com prefeitos para avaliar avanço da pandemia na Bahia

Em encontro virtual hoje (12), Rui Costa e Bruno Reis se reúnem com prefeitos para avaliar avanço da pandemia na Bahia

12/03/2021 às 08h40 Atualizada em 12/03/2021 às 11h40
Por: Redação
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Em um contundente texto, Fernando Duarte traça um triste e preocupante quadro da situação de pré colapso no sistema de saúde em Salvador.

Pode acontecer ainda nesta sexta-feira (12) o anúncio da prorrogação do fechamento das atividades econômicas não essenciais em Salvador e na região metropolitana. Serão dias cada vez mais difíceis, pois os números da pandemia ainda não foram impactados pelas medidas restritivas. E ainda assim falta coragem - e dinheiro - para o lockdown. Ninguém duvide que a medida extrema venha a ser adotada, ainda que a contragosto de parte da população.

Didaticamente, não se fala em colapso total da saúde. Como ainda existem leitos de terapia intensiva da chamada reserva técnica, é possível fingir que ainda existem vagas. Porém o buraco é mais embaixo, de acordo com autoridades de saúde. Em Salvador, por exemplo, a secretaria só vai tratar como colapso quando não houver mais atendimento de novos pacientes nas unidades de pronto atendimento e gripários, algo que pode não acontecer. Todavia, já existem casos de pacientes que não conseguiram aguardar o suficiente por um leito de UTI e acabaram morrendo antes de serem regulados. Não por causa da regulação, mas pela demora desses pacientes em procurarem apoio médico.

É preciso falar seriamente sobre o assunto. A questão não é fazer terrorismo ou parecer um dos cavaleiros do Apocalipse, como é possível ouvir entre os adjetivos associados à imprensa. É conseguir transmitir o que está acontecendo e o que pode vir a acontecer nesse cenário de guerra. No setor privado, hospitais estão operando no limite da capacidade. Mas nenhum deles vai admitir. Isso gera impactos na imagem e na estratégia de comunicação. No setor público, o limite está sendo expandido, porém está cada vez mais próximo do fim dessa “gordura”. Só aí veremos os gestores admitindo que os esforços foram máximos e que não há mais nada a se fazer. Com mortes sendo contabilizadas a cada dia.

Uma conjunção de fatores nos trouxe até esse momento. A negação da pandemia foi um deles, mas não o único. A falta de efetividade na cobrança das restrições, outro. Responsabilizar a população por não cumprir as recomendações sanitárias é um dos caminhos mais fáceis. E é possível listar outras tantas razões para assistir recordes cada vez mais lamentáveis, quebrados diariamente, seja em Salvador, na Bahia ou no Brasil. O peso de lidar com tudo isso é difícil para agentes políticos, profissionais da saúde e para toda a população. Até quando será possível suportar?

Ao tempo em que defendemos a retomada gradual da economia, clamamos por um lockdown. A contradição cabe, pois é necessário permitir que empresas e empregos se mantenham, enquanto controlamos o avanço do coronavírus. Não há fórmula perfeita. Entretanto, está cada vez mais próximo o momento em que admitiremos que falhamos.

Fonte: Bahia Noticias

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Alagoinhas, BA
28°
Parcialmente nublado

Mín. 20° Máx. 33°

28° Sensação
5.46km/h Vento
46% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
05h19 Nascer do sol
17h29 Pôr do sol
Seg 33° 19°
Ter 33° 19°
Qua 33° 19°
Qui 32° 19°
Sex 35° 19°
Atualizado às 16h01
Economia
Dólar
R$ 5,19 +0,10%
Euro
R$ 5,91 +0,13%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 466,002,42 +1,21%
Ibovespa
183,476,86 pts -0.27%
Lenium - Criar site de notícias