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Reforma da Previdência: a hora do “vai ou racha”

Reforma da Previdência: a hora do “vai ou racha”

22/11/2017 às 11h44 Atualizada em 22/11/2017 às 14h44
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Segundo matéria publicada na revista Exame, Temer, Meirelles e lideranças no Congresso continuam tramando para mais uma retirada de direitos, essa atingindo em cheio a classe média. Leiam abaixo:

Em movimento decisivo para seu governo, o presidente Michel Temer deve apresentar nesta quarta-feira o novo texto da reforma da Previdência.

Os ajustes "tesouram" a proposta inicial pela metade para que a principal bandeira do governo não morra na praia.

A economia passa dos 700 bilhões de reais previstos para 350 bilhões em 10 anos. A prioridade é a aprovação de idade mínima e de uma regra de transição que convençam os deputados federais com alguma rapidez e gerem o mínimo de custo eleitoral aos parlamentares.

“Não definimos um mínimo. Nós definimos que tem que ser substancialmente acima de um certo valor [de economia]”, disse ontem o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “Digamos que substancialmente é acima de 50%”.

O presidente Michel Temer reuniu-se no domingo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outros líderes, como Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Baleia Rossi (PMDB-SP), Heráclito Fortes (PSB-PI) e Pauderney Avelino (DEM-AM), para acertar os ponteiros e traçar uma estratégia. Ficou acertado que o grupo trabalharia intensamente para colocar a reforma na pauta do Plenário até o dia 6 de dezembro.

A pressa abriu caminho para um intenso fisiologismo. Na semana passada, o relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), disse que “não dá para fazer texto sem reforma ministerial”.

O líder do DEM, deputado Efraim Filho (PB), manteve as preocupações do governo ao dizer nesta terça que a reforma da Previdência só será votada se houver “convicção da vitória”, mesmo dia em que Rodrigo Maia disse que o governo está “muito longe” de ter os votos para aprovar a nova PEC, mesmo que reduzida.

Da parte do governo, algumas peças estão sendo movidas para azeitar a tramitação. Além da escolha do novo ministro das Cidades, Alexandre Baldy, que está de contrato firmado com o PP, maior legenda do centrão, a Secretaria de Governo, deve ser dada ao deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), antigo protetor do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi um dia o rei do grupo de pequenos partidos. Os dois ministérios estavam com o PSDB.

Ao mesmo tempo, o governo não pode desagradar os tucanos se quiser sonhar com os 308 votos favoráveis. Será uma batalha sangrenta, mas rápida. Faltam, afinal, duas semanas até a data estabelecida do dia 6 de dezembro.

 

Fonte Exame

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