A Procuradoria do Tribunal de Compras da União (TCU) pediu ao órgão a “imediata suspensão” do contrato assinado entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos para a compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, contra o novo coronavírus.
Na solicitação enviada nesta sexta-feira, 26, o subprocurador-geral do TCU Lucas Furtado contestou o contrato de R$ 1,61 bilhão para adquirir o imunizante produzido na Índia que sequer recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realizar estudos clínicos de fase 3 no país.
Ainda no documento, Furtado citou que o Brasil já possui ofertas de vacinas com eficácia comprovada e que, em outras ocasiões, já alertou que o governo federal e o Ministério da Saúde têm “dado as costas para as recomendações técnicas da comunidade científica e de respeitadas instituições internacionais baseadas em criteriosos estudos”.
Em nota, o Ministério da Saúde defendeu a compra da Covaxin e alegou que o imunizante irá “assegurar e ampliar ainda mais a estratégia de vacinação dos brasileiros contra a covid-19. A aplicação das vacinas, como a de qualquer imunizante incorporado ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), está condicionada à prévia obtenção de registro ou de autorização para uso emergencial pela Anvisa”.
Fonte: Jornal A Tarde
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