
Devido a alta no número de casos de dengue na Bahia, e no Brasil, muitas pessoas têm buscado formas de se proteger contra o Aedes aegypti. Entre as principais medidas escolhidas para espantar o mosquito da dengue estão as barreiras físicas, como mosquiteiros e telas, e as químicas, como repelentes e os inseticidas.
Usar os repelentes é uma iniciativa importante para evitar a picada do mosquito transmissor da doença, e consequentemente diminuir o número de casos da dengue, mas os especialistas alertam que nem todos os produtos são efetivos contra o Aedes aegypti.
Segundo informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o repelente precisa conter algumas substâncias específicas para combater o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
A Anvisa ressalta que não existem produtos de uso oral, como comprimidos e vitaminas, com indicação comprovada para repelir o mosquito.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a Anvisa recomendam que, para a prevenção adequada contra o mosquito da dengue, os repelentes usados contenham:
Essas substâncias fazem parte da composição dos produtos em diferentes concentrações. Eles podem ser adquiridos em forma de loção, creme ou spray, o que afeta diretamente na duração do efeito do repelente.

Outro alerta dos dermatologistas é que apesar das durabilidades distintas dos produtos, não é recomendada uma aplicação superior a três vezes por dia.
Devido a efetividade por um maior número de horas, a Icaridina 20-25% é a considerada mais efetiva contra o Aedes aegypt.
Apesar das substâncias serem as mais indicadas contra o mosquito da dengue, é preciso tomar alguns cuidados específicos, a depender da faixa etária.
O uso do repelente só deve acontecer a partir dos seis meses de idade e algumas substâncias são mais indicadas do que outras:
Os especialistas lembram ainda que o início da manhã e o fim da tarde são os horários preferidos de circulação da fêmea do mosquito da dengue, responsável pela transmissão do vírus.
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