
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nota técnica nesta segunda-feira (26) na qual contraindica o uso de smartwatches (também conhecido como relógio inteligente) para o controle da glicemia. A agência também não recomenda esses dispositivos para a oximetria, medição da saturação de oxigênio no sangue.
De acordo com a Anvisa, qualquer aparelho que realize medições reconhecidas como de uso tipicamente médico deve ser regularizado na Agência. Atualmente, cinco softwares estão aprovados para smartwatch, destinados para medir pressão arterial, eletrocardiograma e notificação de ritmo cardíaco irregular.
"Portanto, não existe, até o momento, nenhum dispositivo desse tipo regularizado para medição não invasiva de glicose ou oximetria. Isso porque ainda não há estudos com evidências robustas sobre a segurança e o desempenho para esta indicação de uso", alerta a Anvisa, em comunicado.
Já os aparelhos que medem apenas frequência cardíaca e respiratória, que não são considerados de uso estritamente médico, não estão sujeitos à regulamentação da Anvisa.
Atualmente, existem dispositivos aprovados pela Anvisa com essa finalidade. Mas, no caso da glicose, eles exigem a perfuração da pele.
"A medição não invasiva de glicemia por relógios e acessórios do tipo smartwatch representa uma tecnologia em desenvolvimento, que não passou pelo processo regulatório sanitário. A precisão dos dispositivos médicos avaliados pela Anvisa é crucial, pois erros podem resultar em doses inadequadas de insulina, com sérias consequências imediatas, como choque glicêmico, ou de longo prazo, contribuindo para o agravamento das condições de saúde relacionadas ao controle inadequado da diabetes", pontua a Anvisa.
O comunicado da agência brasileira segue um posicionamento da FDA, agência que regula medicamentos nos EUA, de alerta contra o uso de smartwatches ou anéis inteligentes que afirmam medir os níveis de glicose no sangue sem perfurar a pele
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