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Plano de ação de Torres para o 8 de janeiro previa manifestação pacífica e ignorou alertas

Plano de ação de Torres para o 8 de janeiro previa manifestação pacífica e ignorou alertas

14/08/2023 às 08h39 Atualizada em 14/08/2023 às 11h39
Por: Redação
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Foto: Pedro França/Agência Senado
Foto: Pedro França/Agência Senado

Protocolo foi planejado para garantir o "direito constitucional à livre manifestação". No entanto, informações previam um cenário mais violento e de risco

Para o dia 8 de janeiro, um plano estratégico foi concebido com o intuito de lidar com possíveis "manifestações" nesta data. O plano, elogiado por Anderson Torres, então ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro (PL) e secretário de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), permaneceu sem modificações, apesar da chegada de novos alertas que indicavam um cenário mais tenso e perigoso, em vez das previstas 'manifestações pacíficas'. Avaliado como "genérico" por especialistas familiarizados com tais planos operacionais, o documento revelou várias lacunas significativas, informa o Metrópoles.

O Protocolo de Ações Integradas (PAI), assinado por Torres, foi concebido para "promover ações de segurança" e garantir o "direito constitucional à livre manifestação". Este tipo de planejamento é uma prática rotineira da pasta antes de eventos de protesto. A reunião que resultou na formulação desse protocolo ocorreu em 6 de janeiro, e as autoridades de segurança, com base nas informações disponíveis na época, antecipavam uma manifestação de natureza pacífica, com baixa adesão e risco mínimo.

No entanto, diversos acontecimentos cruciais entre a elaboração do PAI e a invasão dos edifícios na Praça dos Três Poderes foram ignorados. Relatórios de inteligência emitidos no dia 6 de janeiro já indicavam a possibilidade de ações violentas e até mesmo invasões de prédios públicos. Alertas posteriores apontaram para a chegada de grandes grupos de manifestantes, inclusive com referências a atos de violência. Esses sinais preocupantes não foram adequadamente considerados, e o plano permaneceu inalterado.

Durante seu depoimento perante parlamentares do Congresso e da Câmara Legislativa do DF, Anderson Torres argumentou que, se o PAI tivesse sido implementado conforme planejado, os atos de vandalismo não teriam ocorrido. Contudo, uma série de advertências específicas sobre os possíveis riscos foi deixada de lado. A ausência de uma análise de risco detalhada, bem como a falta de adaptação do plano de acordo com a mudança do cenário, demonstram que o documento estava longe de ser adequado para enfrentar os desafios reais.

A omissão de informações concretas sobre o público estimado e a utilização de medidas de segurança inadequadas, como gradis simples, revelam a falta de preparação adequada para lidar com situações potencialmente graves. Alertas emitidos por várias agências de segurança também foram negligenciados, contribuindo para a subsequente invasão de prédios públicos e a escalada da violência.

Fonte: Brasil247

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