Alagoinhas Saúde
Quando a doença não dá sinais: cuidar antes das complicações
A ausência de sintomas não significa ausência de doença. Por isso, esperar que o corpo dê um alerta pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento
26/10/2026 14h59
Por: Redação Fonte: Luiz Sampaio
Diretor técnico do Hospital Alagoinhas, unidade do Grupo Athena Saúde

Nem sempre uma doença provoca dor ou sintomas evidentes. Hipertensão e diabetes, por exemplo, podem evoluir silenciosamente e, sem diagnóstico e controle adequados, aumentar o risco de complicações. Por isso, a avaliação médica é importante mesmo quando a pessoa se sente bem.

Na Bahia, as doenças do aparelho circulatório provocaram 26.794 mortes em 2024, segundo dados preliminares do boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado, publicado em agosto de 2025. O número reforça a importância de atenção aos fatores de risco cardiovasculares, como pressão alta, tabagismo, sedentarismo e alimentação inadequada.

No Mês do Médico, celebrado em outubro, vale destacar o papel desses profissionais na identificação de riscos e na orientação dos pacientes. A consulta não deve ocorrer apenas quando há dor ou desconforto. A avaliação considera histórico familiar, hábitos, idade e condições preexistentes para definir os cuidados e exames indicados para cada pessoa.

A ausência de sintomas não significa ausência de doença. A pressão alta pode permanecer sem sinais claros por muito tempo, enquanto alterações metabólicas podem ser identificadas apenas com avaliação clínica e exames. Por isso, esperar que o corpo dê um alerta pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento.

A prevenção também depende da participação do paciente. Manter alimentação equilibrada, praticar atividade física, evitar o tabagismo e seguir as orientações profissionais contribui para reduzir riscos. Medicamentos não devem ser iniciados, alterados ou interrompidos sem orientação médica. A frequência do acompanhamento deve considerar o perfil e os riscos de cada paciente.

Valorizar a medicina é reconhecer a importância da escuta, do conhecimento científico e do cuidado individualizado. Identificar fatores de risco antes que surjam complicações pode fazer diferença no tratamento e na qualidade de vida. Cuidar da saúde também é agir antes que os sintomas apareçam.