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Nova medida do governo Lula deve reduzir preço do diesel com subsídio emergencial
União e estados dividirão custos para conter efeitos da guerra no Oriente Médio sobre combustíveis
06/04/2026 07h50
Por: Redação
Ilustração gerada por IA

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve publicar, nos próximos dias, uma medida provisória que estabelece uma nova subvenção ao diesel importado, com o objetivo de conter a alta dos combustíveis no país.

A proposta, em fase final de ajustes pelo Ministério da Fazenda, prevê um subsídio de até R$ 1,20 por litro, com custos divididos igualmente entre União e estados. A medida tem caráter emergencial e busca reduzir os impactos da volatilidade internacional do petróleo, intensificada por conflitos no Oriente Médio. As informações são da CNN Brasil

Inicialmente prevista para a semana anterior, a publicação da medida foi adiada em função de ajustes técnicos e da articulação do governo federal para ampliar a adesão dos estados, que ainda é tratada como prioridade pelo Executivo.

Essa será a segunda iniciativa adotada pelo governo para conter a alta do diesel em 2026. Em março, já havia sido implementada uma subvenção de R$ 0,32 por litro, além da redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível.

Além do diesel, o governo também acompanha a elevação dos preços do querosene de aviação (QAV), que registrou aumento de 54%. Diante desse cenário, a equipe econômica avalia zerar temporariamente os tributos federais sobre o combustível, medida que pode ser válida por um período de dois a três meses.

Apesar da sinalização positiva, companhias aéreas avaliam que a possível isenção teria efeito limitado frente ao aumento expressivo dos custos. Atualmente, o gasto médio com combustível entre grandes empresas do setor pode ultrapassar R$ 700 milhões mensais, com impacto adicional estimado em cerca de R$ 350 milhões após o reajuste recente.

O conjunto de medidas integra a estratégia do governo federal para estabilizar o mercado de combustíveis, reduzir pressões inflacionárias e mitigar os efeitos da alta internacional dos preços da energia.