Saude Saúde
Campanha de vacinação contra gripe no Brasil supera 2,3 milhões de doses aplicadas
Ministério da Saúde intensifica imunização contra influenza para conter avanço de vírus respiratórios em 2026
01/04/2026 07h47
Por: Redação
Alexandre Padilha (Foto: Rafael Nascimento/MS)

O Brasil registrou forte adesão nos primeiros dias da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, ultrapassando a marca de 2,3 milhões de doses aplicadas em diversas regiões do país, segundo dados do Ministério da Saúde.

A mobilização, que segue até 30 de maio com vacinação gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tem como foco principal a proteção dos grupos mais vulneráveis antes do período de maior circulação do vírus. Crianças, gestantes e idosos concentraram cerca de 94% das aplicações durante o Dia D, quando aproximadamente 1,6 milhão de doses foram administradas em um único dia.

Para ampliar a cobertura vacinal, o governo federal distribuiu 15,7 milhões de doses aos estados, além de reforçar a oferta de vacinação em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em postos instalados em locais de grande circulação.

O avanço da campanha ocorre em meio a um cenário de alerta epidemiológico. Dados preliminares de 2026 apontam 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e cerca de 840 mortes até meados de março. Entre os casos graves, a influenza corresponde a 28,1% das infecções.

Diante desse contexto, a vacinação é considerada essencial para reduzir complicações, internações e óbitos, especialmente entre os públicos prioritários, que incluem também profissionais da saúde, professores, pessoas com comorbidades, população indígena, quilombolas e trabalhadores de serviços essenciais.

Em pronunciamento oficial, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou a importância da imunização e convocou a população a aderir à campanha. Segundo ele, a vacinação é uma ferramenta fundamental para proteger famílias e conter o avanço de doenças respiratórias no país.

A campanha ainda apresenta particularidades regionais. Na Região Norte, por exemplo, o calendário foi adaptado às condições climáticas, que influenciam a circulação do vírus.

Com a mobilização nacional em andamento, o principal desafio agora é manter o ritmo de vacinação e ampliar a cobertura, garantindo proteção coletiva e reduzindo a pressão sobre o sistema de saúde.