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Engenheiro é condenado a 27 anos de prisão por feminicídio na Bahia
Crime ocorreu na frente da filha de 10 anos.
08/06/2024 09h41
Por: Redação Fonte: iBahia
Jornalista Juliana Krucinski foi assassinada por engenheiro Reges Amauri Krucinski no dia 31 de dezembro de 2021. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O engenheiro Reges Amauri Krucinski foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da esposa, a jornalista Juliana Krucinski, na noite de réveillon em 31 de dezembro de 2021. A decisão sobre o feminicídio foi divulgada na última sexta-feira (7), segundo informações da TV Santa Cruz, afiliada da Rede Bahia.

Engenheiro acusado de matar esposa é condenado a 27 anos de prisão. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Detalhes do Crime

Reges Krucinski matou a esposa em Porto Seguro, no sul da Bahia, na frente da filha de 10 anos da vítima. Juliana foi atingida por quatro tiros, sendo três na cabeça e um no tórax, durante uma discussão minutos antes da virada do ano. Vizinhos relataram ter ouvido os disparos durante a briga do casal.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas Juliana já estava morta quando a equipe chegou ao local. Policiais militares encontraram Reges ainda coberto de sangue. Na época, a Polícia Civil informou que ele possuía um registro de posse de arma concedido pela Polícia Federal, como atirador esportivo e colecionador de armas.

Armas e Munições Encontradas

Na residência do casal, a polícia encontrou uma pistola 380, um revólver 357, uma espingarda 12 e mais de 160 munições de diferentes calibres. Após ser preso, Reges tentou tirar a própria vida dentro da delegacia, mas foi impedido e atendido por equipes do Samu.

Relatos e Contexto

A babá do casal, ouvida pela polícia na época, relatou que a discussão começou na piscina e que Reges foi até a suíte, retornando com uma arma e disparando contra Juliana. A empregada mencionou que já havia presenciado outras brigas entre eles. Reges tentou fugir, mas foi preso em flagrante.

Como Denunciar Violência Doméstica

Os casos de violência doméstica podem ser denunciados através de diversos canais do sistema de justiça, como delegacias de polícia, disque-denúncia, promotorias e defensorias públicas.

Disque 180: Criado pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), o serviço é anônimo e gratuito, disponível 24 horas, em todo o país.

Disque 100: Atende situações graves de violações de direitos humanos, acionando os órgãos competentes. Funciona diariamente, 24 horas por dia.

Polícia Militar (190): A vítima ou a testemunha pode procurar uma delegacia comum ou pedir ajuda pelo telefone 190. Havendo flagrante, o agressor é levado à delegacia.

Delegacia da Mulher: Existem apenas 21 delegacias especializadas no atendimento às mulheres com funcionamento 24 horas em todo o país.