Os quatro acusados do homicídio de Willys Santos da Conceição, que morreu após ser espancado no Corredor da Vitória, em Salvador, foram indiciados por lesão corporal seguida de morte. A informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (5).
Segundo a Polícia Civil, o inquérito policial concluído foi enviado ao Poder Judiciário na terça-feira (2). Os suspeitos Laércio Souza dos Santos (ex-violista da OSBA), Lincoln Sena Pinheiro (ex-flautista da Osba), Marcelo da Cunha Rodrigues Machado (namorado de Lincoln) e Sérgio Ricardo Souza Menezes (morador da região) estão presos na Penitenciária Lemos Brito desde que passaram por audiência de custódia.
Os quatro foram presos em flagrante no dia 23 de março. A conclusão do inquérito foi baseada em câmeras de vigilância, depoimentos de testemunhas, de familiares e outros elementos coletados durante investigação. O documento está com o Poder Judiciário e posteriormente seguirá para o Ministério Público da Bahia.
O assassinato aconteceu na madrugada de sábado (23). Os suspeitos alegaram uma tentativa de assalto. Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra a ação. Nas imagens, Laércio e Marcelo aparecem caídos no chão, parecendo imobilizar o homem que foi morto, enquanto os outros dois acompanham ao lado.
A cena parece ter sido registrada após a confusão. Apesar disso, a defesa dos músicos e de Marcelo alegou que não houve espancamento.
Os amigos voltavam de uma festa por volta das 4h, quando a situação aconteceu. Eles teriam sido abordados pelo homem e reagiram, com a ajuda do morador. Outros residentes ouviram muito barulho na rua e acionaram a Polícia Militar (PM), que prendeu os quatro em flagrante.
No dia 25 de março, a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) suspendeu os contratos dos dois músicos que estão entre os suspeitos presos pelo assassinato de Willys. Por causa do caso, o concerto de Páscoa que seria realizado na semana também foi cancelado.
A família de Willys dos Santos da Conceição diz que a vítima morreu devido a um traumatismo crânio-encefálico. Segundo informações apuradas pela produção da TV Bahia com os familiares da vítima, a informação está no atestado de liberação do corpo de Willys. Ele foi enterrado na quinta-feira, 28 de março, no cemitério de Plataforma.
O corpo da vítima foi reconhecido pelo irmão, Florisvaldo Conceição, no Instituto Médico Legal (IML) na quarta-feira, dia 27 de março. O atestado para liberação do corpo foi divulgado à família da vítima pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).
Florisvaldo Conceição relatou ainda que chegou a ver uma foto do corpo do irmão, depois que ele foi morto. Segundo ele, o rosto de Willys estava desfigurado, o que desmentiria a versão dos suspeito de que teriam apenas imobilizado a vítima.
"Quando vi a foto de meu irmão no Nina [termo usado para se referir ao Instituto Médico Legal de Salvador], quando me mostraram, vi que a face estava destruída. Se eles fizeram uma covardia daquela, eles têm que pagar pelo fato que fizeram", lamentou o irmão da vítima.