O carnaval está quase no fim. Uma das maiores preocupações do folião na hora de ir para os blocos é como proteger o celular. Afinal, perder arquivos, fotos, contatos e ferramentas causa muitos transtornos. Mas, se o dono foi cauteloso, nem tudo está perdido. É possível adotar uma estratégia para evitar ou minimizar problemas se o aparelho não puder ser recuperado.
A primeira providência é fazer se o celular foi roubado é entrar em contato com a operadora de telefonia para fazer o imediato bloqueio do IMEI, número que identifica o seu aparelho. Caso não possua o número, é possível buscá-lo na caixa de seu telefone ou mesmo na nota fiscal.
Também há a possibilidade de obter o IMEI pela conta Google à qual o telefone estiver vinculado ou pelo Apple ID.
Se ainda estiver com o telefone em mãos e desejar descobrir o número do IMEI, é possível digitando a sequência *#06#.
Outra opção é ir pelas configurações do telefone. No Android, acesse “configurações” e, em seguida, a opção “sobre o telefone”.
No iOS, acesse “Ajustes”, em seguida “Geral” e depois, “Sobre”. Também é possível ter a sequência numérica no adesivo da bateria do aparelho.
Procure seu banco para informar sobre o ocorrido e solicitar o bloqueio de suas contas, impedindo a realização de qualquer transação bancária pelos criminosos. Também é importante fazer contato com as operadoras de seus cartões bancários.
É necessário procurar a polícia o mais rápido possível para registrar a ocorrência, o que pode ser feito em qualquer delegacia de polícia (mesmo que não seja da área onde ocorreu o crime) ou até mesmo on-line.
Para fazer esse registro, é fundamental ter em mãos o IMEI, que deve ser informado aos investigadores.
Como os criminosos podem conseguir utilizar seu celular, e com isso falar com seus contatos, é importante fazer com que amigos e familiares saibam que você perdeu o aparelho caso seja roubado ou furtado.
É necessário mudar o mais rápido possível todas as suas senhas de redes sociais ou outros aplicativos instalados no celular. Também é aconselhável entrar em contato com aplicativos de transportes e alimentação para informar sobre o roubo/furto e pedir bloqueio de seu usuário .
Se o celular ainda não foi perdido ou roubado, há algumas medidas que podem evitar dor de cabela caso isso aconteça. Veja abaixo algumas dicas.
Desenvolvida pelo governo, a ferramenta chamada de Celular Seguro tem como principal função bloquear instantaneamente dispositivos roubados e impedir acessos não autorizados a contas bancárias e outros serviços.
Hospedada no portal Gov.br e disponível por meio de um aplicativo e um site, ela atua como um "botão de segurança" em situações de roubo ou furto. Quando ativada, a ferramenta tem o objetivo de bloquear os aplicativos de instituições financeiras em até dez minutos.
O acionamento poderá ser feito pela vítima ou por alguém de confiança previamente cadastrado. Após registrar a ocorrência no site, é preciso guardar o número do protocolo. E é importante também registrar boletim de ocorrência na delegacia
Algumas precauções extras também ajudam a proteger os dados armazenados no seu aparelho. Confira algumas dicas abaixo e curta as últimas horas de folia.
Especialistas recomendam um gasto extra para a proteção do aparelho. No “kit básico” uma boa capa e uma película para a tela.
No mercado, há diversas opções de modelos e materiais de capas, como silicone, couro e policarbonato. Entre as películas, também há diferentes formatos e matérias-primas: vidro, gel, líquida, 2D, 3D, entre outras. A melhor escolha varia de acordo com o modelo do celular.
Outra medida de precaução é ativar no sistema operacional do aparelho a opção que permite acessar a localização do celular. A mesma ferramenta dá ao proprietário a possibilidade de bloquear e/ou limpar o aparelho de forma remota. Para isso, é necessário ativar o recurso Buscar, no iOS, ou Encontre Meu Dispositivo, no Android.
Opte por senha que combine letras e números para desbloquear a tela, é o mais seguro, além da digital. Diminua o tempo de ativação para bloqueio, isso reduz a chance de acesso ao celular desbloqueado. Altere na na aba de configurações, na opção “tela” e, em seguida, “suspender”. Por segurança, notificações não devem exibir conteúdo. A opção costuma ficar na aba “segurança”.
Para aumentar a segurança, não repita senhas em sites e aplicativos, principalmente, nas contas que “regem” a operação do aparelho, como Conta do Google ou ID Apple. Sempre opte por verificação em duas etapas, que exige além da senha um código de segurança.
Para recuperar senhas, opte por o código ou link de “esqueci minha senha” pelo e-mail ao invés da mensagem de texto por SMS e use um endereço que não esteja cadastrado no celular.
Ainda tem aquele aparelho antigo? Pode ser uma opção usá-lo como “celular do Pix”, que nada mais é que um telefone deixado em casa com os apps usados para transações bancárias. Esse aparelho também seria o mais seguro para cadastrar o e-mail de recuperação de outras contas e serviços sensíveis.
Para quem usa tudo no aparelho do dia a dia, observe que alguns apps de banco oferecem o “Modo Rua”. Nesta, ferramenta é cadastrada uma rede wi-fi confiável e é limitado o valor das transações ao se sair dela.
Os sistemas mais novos contam com as chamadas “pastas seguras”, que ficam escondidas no aparelho e pedem nova autenticação para acesso. Outra dica é nomear uma pasta como “jogos”, e colocar os apps de bancos “camuflados” lá dentro.
Para preservar fotos, arquivos e contatos, faça cópias de segurança. Nas contas de Google, Apple, Samsung, WhatsApp, entre outras, é possível ativar a opção de backup automático na nuvem. Atenção ao limite gratuito disponível, pode ser preciso comprar espaço para armazenamento. Outra opção é o backup no computador. Basta conectar os dispositivos, via cabo, e seguir a orientação do fabricante.
Contratar um seguro para o celular pode ser opção em alguns casos. Vai depender da possibilidade do usuário pagar o serviço, claro, e da reflexão se vale ou não a pena, tendo em conta o valor de um novo aparelho. Há opções a partir de R$ 9,90 no mercado, mas é importante prestar atenção nas situações asseguradas e na cobertura dos valores.