A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que intime o senador Alexandre Luiz Giordano (MDB-SP) com o objetivo de prestar esclarecimentos sobre um suposto uso indevido de verba indenizatória no exercício de atividade parlamentar em postos de gasolina.
De acordo com a PGR, o senador "teria realizado abastecimentos em postos em valores exorbitantes, não condizentes com a necessidade da atuação parlamentar". "Ainda, seria recorrente em promover despesas de alto valor em restaurantes e churrascarias de luxo". Os relatos foram publicados no portal R7.
No pedido, o órgão informou que foram juntadas notas fiscais emitidas por um dos postos nas datas de 19 de dezembro de 2022 (R$ 3.940,78) e de 2 de janeiro de 2023 (R$ 1.691,22).
Em nota, a assessoria do parlamentar informou que os abastecimentos realizados ocorreram para cumprimento da atividade parlamentar em São Paulo e estão de acordo com as normas de ressarcimento do Senado.
"Ou seja, as respectivas notas fiscais apontadas não se referem a abastecimento diário, e sim de um período registrado, com vencimentos quinzenais ou até mensais, a depender da agenda parlamentar, e que os abastecimentos foram faturados em um único dia. Eventuais glosas em notas fiscais que ocorrem, se dão em razão de algum item adquirido que não é ressarcível, portanto não há pagamento pelo Senado, fazendo o Senado o pagamento somente dos combustíveis utilizados para os veículos que subsidiam a atividade parlamentar", disse.