O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, postou no dia de ontem uma entrevista que concedeu em 2021 ao jornalista Brian Mier, do Brasilwire, denunciado a participação dos Estados Unidos na Lava Jato. Foi sua resposta aos ataques da mídia corporativa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois que ele voltou a mencionar este fato histórico na retomada das obras da Refinaria Abreu e Lima. O comentarista Demétrio Magnoli, da Globonews, chegou a comparar Lula a um bêbado em razão deste comentário factual feito pelo presidente.
Na entrevista de 2021, Paulo Pimenta alega que os Estados Unidos lideraram e coordenaram a Operação Lava Jato no Brasil. Pimenta, que já foi líder do PT no Congresso, apresentou um dossiê ao Parlamento Europeu em 2019, contendo evidências do envolvimento dos EUA na operação. O deputado afirma que a investigação da Lava Jato, que resultou em consequências econômicas e políticas significativas no Brasil, foi orquestrada pelos Estados Unidos, causando mais de um milhão de demissões e influenciando as eleições presidenciais de 2018.
Durante uma entrevista para o Documentário Redfish em agosto de 2020, Pimenta revelou que o dossiê, preparado em inglês e espanhol, incluía documentos, discursos e informações concretas expondo a colaboração entre os procuradores brasileiros, incluindo o juiz Sérgio Moro, e seus homólogos americanos. Pimenta afirma que a Lava Jato funcionou como um laboratório para a implementação de orientações recebidas dos Estados Unidos, com evidências da participação de procuradores americanos e compensação do governo dos EUA aos acionistas da Petrobras.
O deputado argumenta que o motivo por trás da operação liderada pelos EUA foi desmantelar importantes empresas brasileiras, como Petrobras, Odebrecht, JBS e Embraer. Essas empresas, antes grandes players em suas respectivas indústrias, enfrentaram contratempos significativos, resultando em perda de empregos e uma mudança na dinâmica de mercado, favorecendo corporações multinacionais, especialmente as americanas. Pimenta sustenta que a destruição da tecnologia do programa nuclear brasileiro e a interferência no julgamento do presidente Lula também faziam parte da estratégia mais ampla de dominação geopolítica.