Segundo o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Luiz Neto, o MP denunciou por homicídio qualificado por motivo torpe, de forma cruel, com uso de arma de fogo e sem chance de defesa da vítima, Arielson da Conceição Santos, Josevan Dionísio dos Santos, Marílio dos Santos, Sérgio Ferreira de Jesus e Ydney Carlos dos Santos de Jesus. O crime aconteceu no último dia 17 de agosto, na sede da associação quilombola, na comunidade de Pitanga dos Palmares, no município de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador. O MP também pediu a prisão preventiva de Ydney de Jesus, que foi decretada hoje (16). Marílio, que
Conforme frisou o coordenador do Gaeco, as investigações deixaram “fartamente comprovado que Mãe Bernadete morreu porque lutava contra o tráfico de drogas na região. Ela tinha uma legitimidade popular grande. Seus conselhos, orientações e decisões eram ouvidas pela comunidade a qual defendia”. Era uma “mulher de força, grande líder religiosa”, disse ainda o promotor de Justiça, informando que ela foi atingida por 25 disparos dentro do próprio imóvel, onde também estavam seus três netos, de 12, 13 e 18 anos. Os autores dos disparos, conforme as investigações, foram Arielson da Conceição e Josevan Dionísio, os dois integrantes de facção criminosa de tráfico de drogas que atua em Simões Filho. Marílio dos Santos, líder local da facção, é apontado como mandante, juntamente com seu “braço direito” Ydney Carlos dos Santos. Sérgio Ferreira, padrasto de Marílio, aparece como
O promotor de Justiça explicou que ‘Mãe Bernadete’ teria se posicionado contra a expansão dos negócios ilícitos com entorpecentes na região e especificamente contra a construção da barraca ‘Point Pitanga City’, ponto de venda de drogas de Marílio e Ydney, edificada pelo grupo criminoso na barragem de Pitanga dos Palmares de forma ilegal, uma vez que o local é área de preservação ambiental. Também participaram da entrevista coletiva o promotor de Justiça que coordena o Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim), André Lavigne; a delegada-geral da Polícia Civil, Heloísa Brito; a diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Andréa Ribeiro; o delegado responsável pelas investigações, Oscar Vieira.
Fotos: Humberto Filho (Cecom-MPBA)