O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a falar da queda de arrecadação. Segundo ele, em julho, acendeu o sinal amarelo de que a Receita não iria performar conforme os cálculos da equipe econômica por conta de "dois meteoros" de 2017. O ministro participou de um painel de um evento do Banco BTG Pactual.
- O PIB vai crescer 3% e a Receita não vai crescer talvez nem 1%? Eu falei: nós precisamos identificar o problema. Qual é o problema? Está faltando R$ 50 bi na nossa conta aqui, que ia trazer o déficit deste ano para menos que 1%. Tinha algumas hipóteses a serem consideradas, mas quando nós fomos explorar os micro dados, nós identificamos que entrou na nossa conta de fluxo. A compensação de um estoque monumental de dívida de 2017 para trás.
O ministro disse que, na época, os dois "meteoros" não foram percebidos como tais. E voltou a explicar sobre a retirada do ICMS do cálculo do PIS/Cofins e o abatimento automático na arrecadação federal de imposto de renda e CSLL a cada incentivo fiscal oferecido pelos governadores.
- Não estamos falando de uma questão de um bilhão, 2 bilhões de reais que se resolve com o remanejamento. Estou falando de um valor importante, que tem impacto sobre o Marco fiscal recém- aprovado, tem impacto sobre nós.