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Reforma do Imposto de Renda só deve ser enviada ao Congresso no fim do ano, diz Haddad
Reforma do Imposto de Renda só deve ser enviada ao Congresso no fim do ano, diz Haddad
19/07/2023 08h19 Atualizada há 3 anos
Por: Redação
Foto: Reprodução

Ministro afirma que a equipe econômica vai aguardar aprovação da reforma com foco no consumo. Antes, a previsão era de envio ainda durante a tramitação deste primeiro texto no Senado

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira que o governo deve enviar no fim do ano a proposta de mudança na tributação de renda. No começo do mês, a Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Tributária sobre o consumo. O texto começa a tramitar no Senado Federal em agosto. A previsão de votação é de até dois meses.

— (Envio da proposta com foco na renda) Só depois da aprovação da Reforma Tributária do consumo. Lá para o fim do ano. Vamos começar as discussões internas da Fazenda — disse Haddad, em conversa com jornalistas na Fazenda.

Houve uma mudança de horizonte. No início da semana passada, Haddad havia mencionado que a segunda fase da Reforma Tributária, com foco na renda, seria encaminhada ao Congresso antes da tramitação final do primeiro texto - centralizado no consumo.

O ministro ainda afirma que a reformulação da tributação de renda no país não está sendo considerada pela equipe econômica como condicionante “para cumprir” a meta de zerar déficit primário em 2024.

Folha de Pagamento

 

Haddad também criticou a possibilidade da desoneração da folha de pagamento ser inserida no texto da Reforma Tributária sobre o consumo. Ele argumentou que seria uma “mistura” de assuntos distintos.

— Seria muito ruim se isso acontecesse, vai misturar assuntos muitos diferentes e comprometer a reforma sobre consumo — avalia.

O ministro ainda adiantou que a equipe econômica não vai aproveitar o projeto de reforma da tributação da renda enviada pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Congresso. Uma das definições dessa proposta - aprovada na Câmara em 2021 e paralisada no Senado - era uma alíquota de 15% sobre lucros e dividendos distribuídos pelas empresas.

Fonte: O Globo