O ministro Alexandre de Moraes considerou em sua decisão que "não se demonstra crível" a afirmação da PGR de que o ajudante de ordens Mauro Cid teria arquitetado e capitaneado toda a ação criminosa, à revelia, sem o conhecimento e sem a anuência do ex-presidente Bolsonaro.
"Não há qualquer indicação nos autos que conceda credibilidade à versão de que o ajudante de ordens do ex-Presidente da República JAIR MESSIAS BOLSONARO pudesse ter comandado relevante operação criminosa, destinada diretamente ao então mandatário e sua filha L. F. B., sem, no mínimo, conhecimento e aquiescência daquele, circunstância que somente poderá ser apurada mediante a realização da medida de busca e apreensão requerida pela autoridade policial. Cumpre ressaltar, ademais, que os elementos de prova colhidos pela Polícia Federal nesta investigação apontam um comportamento coordenado, conforme se depreende do seguinte trecho da representação policial".
Em seu despacho, a vice PGR, Lindôra Araujo, considerou que a investigação da PF não servem como "indícios minimamente" consistentes para vincular Bolsonaro e Michelle aos supostos fatos ilícitos. Nem como coautores nem como partícipes.
"Diversamente do enredo desenhado pela Polícia Federal, o que se extrai é que Mauro Cesar Barbosa Cid teria arquitetado e capitaneado toda a ação criminosa, à revelia, sem o conhecimento e sem a anuência do ex-Presidente da República Jair Messias Bolsonaro.
Fonte: O Globo