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Durante as eleições, a PRF pagou policiais de folga para realizar blitze em estados onde Lula era mais popular que Bolsonaro
Durante as eleições, a PRF pagou policiais de folga para realizar blitze em estados onde Lula era mais popular que Bolsonaro
17/04/2023 08h36 Atualizada há 3 anos
Por: Redação
Foto: Reprodução

Operação teve um custo total superior a R$ 1,3 milhão e buscou dificultar o acesso de eleitores de Lula às urnas no segundo turno do pleito presidencial

A cúpula da Polícia Rodoviária Federal (PRF) escalou mais agentes de folga para atuarem no segundo turno das eleições em estados em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia vencido Jair Bolsonaro (PL) na primeira fase do pleito. Segundo o UOL, a maior parte do efetivo extra foi empregada na realização de blitze em estados das regiões Norte e Nordeste, onde Lula teve uma votação superior à registrada pelo ex-capitão.

Segundo a PRF, os agentes teriam sido deslocados após uma análise técnica apontar que 65% dos crimes eleitorais registrados no primeiro turno aconteceram nessas duas regiões.

“Os estados onde Lula havia ganhado no primeiro turno e onde houve reforço de efetivo com hora extra pago pela PRF foram Amazonas, Pará, Amapá, Maranhão, Tocantins, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia e Minas Gerais", ressalta a reportagem.

A operação teve um custo total superior a R$ 1,3 milhão. Os maiores gastos foram apontados em Minas Gerais (R$ 107,1 mil) e Bahia (R$ 93,6 mil).

Os bloqueios foram iniciados na manhã do dia 30 de outubro, apesar de uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibir as blitze em veículos que transportavam eleitores aos locais de votação. A ação foi determinada pelo então diretor da PRF Silvinei Vasques, apoiador de Jair Bolsonaro.

Ele foi demitido em dezembro e responde a um processo por improbidade administrativa devido à operação.

Fonte: Brasil247