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Congressista norte-americana reafirma luta pela libertação de Julian Assange e pede retirada das acusações
Congressista norte-americana reafirma luta pela libertação de Julian Assange e pede retirada das acusações
04/04/2023 10h09 Atualizada há 3 anos
Por: Redação

Assange está preso no Reino Unido desde 2019, sendo acusado pelos EUA de 18 crimes, que podem resultar em 178 anos de prisão se for extraditado ao país norte-americano

Marjorie Taylor Greene, congressista dos EUA, pediu no sábado (1º) que fossem retiradas as acusações contra Julian Assange, fundador do WikiLeaks, atualmente preso no Reino Unido e que pode ser extraditado para os EUA, correndo o risco de ser condenado a 178 anos de prisão.

"Peço a libertação de Julian Assange. Suas acusações devem ser retiradas. Os Estados Unidos da América devem manter a 1ª Emenda [da Constituição do país] e proteger a liberdade de imprensa. É uma das maiores liberdades que qualquer nação pode ter", diz a congressista.

Assange permanece desde abril de 2019 na prisão britânica de segurança máxima de Belmarsh, em Londres, após ser detido quando Lenín Moreno, então presidente do Equador (2017-2021), retirou a proteção diplomática do ativista na sua embaixada na capital britânica, onde tinha permanecido por sete anos, desde junho de 2012.

O ativista australiano é acusado nos EUA de suposta conspiração após publicar no WikiLeaks cerca de 100.000 documentos classificados como "confidenciais" e outros 15.000 como "secretos", produzidos entre 1966 e 2010, que foram vazados por funcionários norte-americanos. Washington pede 178 anos de prisão por 18 supostos crimes.

Em junho de 2022, a justiça britânica aprovou sua extradição para os Estados Unidos, uma decisão que foi validada pelo governo britânico. No entanto, não foi implementada devido a um recurso interposto por Assange, em meio a pedidos de justiça da comunidade internacional em favor de sua libertação.

Fonte: Brasil247