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A Comissão de Transparência do Senado vai investigar o caso dos presentes sauditas
A Comissão de Transparência do Senado vai investigar o caso dos presentes sauditas
10/03/2023 08h09 Atualizada há 3 anos
Por: Redação
Foto: Reprodução

Presidente da Comissão de Transparência, Governança e Fiscalização e Controle do Senado, Omar Aziz diz que é preciso esclarecer a situação

O presidente da Comissão de Transparência, Governança e Fiscalização e Controle do Senado, Omar Aziz (PSD-AM), disse nesta quinta-feira que investigará o caso envolvendo as joias dadas de presente ao ex-presidente Jair Bolsonaro pela Arábia Saudita. Ele afirma que é preciso saber se as pedras precisas — um colar foi avaliado em R$ 16,5 milhões — são fruto de crime.

— Me desculpe, mas não nada nessa história é normal. Um ministro de estado e assessores carregando joias de um país para outro... Uma de R$ 16,5 milhões. Parece que estamos falando de chocolate, mas não é. São joias, uma joia de R$ 16,5 milhões. Fui eleito ontem presidente da Comissão de Fiscalização e é nosso dever investigar e fiscalizar. É uma atribuição nossa — disse o senador ao GLOBO.

Segundo ele, o primeiro passo será investigar a venda, pela Petrobras, da refinaria de Mataripe, na Bahia, responsável por cerca de 14% da capacidade de refino do Brasil. A planta foi assumida por uma empresa privada — a Acelen, do fundo Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos.

— A primeira coisa que vamos fazer é realizar uma investigação a fundo sobre a venda da refinaria da Bahia. Se foi a preço de mercado. Vamos ouvir Ministério de Minas e Energia. Vou também conversar com o presidente do Tribunal de Contas de União (TCU).

A comitiva do ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque trouxe dois pacotes com presentes e uma escultura enviados pelo regime da Arábia Saudita em outubro de 2021. Ele permaneceu no comando do ministério de Minas de Energia até maio de 2022.

Uma caixa com relógio e outras peças que entraram no Brasil foi entregue a Bolsonaro em novembro do ano passado, quando o Ministério de Minas e Energia era comandado por Adolfo Sachsida.

A Petrobras autorizou a venda refinaria em março de 2021.

Fonte: O Globo