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Bactéria que causa cólera gera preocupação em equipes de saúde
Bactéria que causa cólera gera preocupação em equipes de saúde
24/02/2023 08h21 Atualizada há 3 anos
Por: Redação
Foto: Reprodução

Comitê de enfrentamento à doença se reúne nesta sexta-feira para discutir ações

O Comitê de enfrentamento das ações de prevenção à cólera reúne hoje, em Feira de Santana, representantes de diversos órgãos para  avaliar as ações que estão em prática desde o dia 17 de fevereiro por profissionais da saúde e equipes da área ambiental.

No mesmo dia 17 foi instituído o comitê, bem como interditada a Lagoa Geladinho, no Parque Radialista Erivaldo Cerqueira, depois que exames do Laboratório Central da Bahia (Lacen) confirmaram a existência da bactéria vibrião colérico na água, causadora da cólera, doença com alto poder de contaminação.

“Foi realizada a coleta de amostras da água que fica situada às margens do lago e na parte da mata a fim de identificar as possíveis doenças que podem estar sendo transmitidas nesse local, bem como a confirmação de quais pontos estão realmente infectados pelo vibrião”, afirmou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica local, Carlita Correia.

Entre as recomendações emitidas pela Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), órgão da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), também está em andamento o mapeamento do município de Feira de Santana, com objetivo de rastrear a ligação de outros riachos com esse lago e ampliar o raio da pesquisa.

“A busca ativa por casos suspeitos (de cólera em pessoas) está sendo realizada pela Atenção Básica da Saúde,  juntamente com a referência desse agravo da Vigilância Epidemiológica”, pontuou Correia.

A constatação da bactéria na lagoa aconteceu depois de identificada a mortandade de peixes em alguns pontos do município no início de fevereiro, quando diversas amostras foram coletadas, confirmando, por enquanto, a existência desta bactéria apenas nesta lagoa.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a última onda de casos confirmados de cólera no Brasil aconteceu entre 1991 e 2005 provocando mais de duas mil mortes, embora, se detectada e tratada corretamente cedo, a doença tem cura.

A contaminação pode acontecer de várias formas, como na ingestão direta da água ou do consumo do peixe contaminado mal cozido ou frito. No município, nenhum caso da doença foi identificado em seres humanos, no entanto, a principal preocupação das autoridades de saúde é que apenas uma pessoa contaminada pode infectar dezenas de pessoas, espalhando a doença com rapidez.

Componente do Comitê, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, junto com órgãos estaduais ainda estuda meios de desinfectar o manancial.

Doença relacionada à higiene e saneamento básico, a cólera nem sempre apresenta sintomas claros. Conforme nota da Sesab, a doença pode ser subclínica, identificada por casos  de diarreia discreta, entretanto, pode também ser fulminante e tem alto potencial de letalidade.