O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) homenageou o ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier, em reunião com reitores de universidades e institutos federais, nesta quinta-feira, 19, no Palácio do Planalto.
Cancellier se suicidou em Florianópolis após ser alvo de investigação da Polícia Federal. Lula afirmou que as ideias do ex-reitor seguiam vivas e que iria trabalhar para que "nunca mais aconteça o que aconteceu".
"Esteja onde você estiver, pode ficar certo de que aqui tem muita gente disposta a dar sequência ao trabalho que você fazia e às ideias que você acreditava. Você morreu, mas suas ideias continuam vivas. Nós haveremos de recuperá-las e trabalhar para que nunca mais aconteça o que aconteceu", disse o presidente.
Lula descreveu o caso como uma "aberração" e lamentou o atraso na homenagem para o ex-reitor. O ex-presidente Michel Temer (MDB) não comentou sobre o assunto e Jair Bolsonaro (PL) não realizou reuniões acadêmicas durante os quatro anos de mandato.
"Faz cinco anos e quatro meses que esse homem se matou pela pressão de uma polícia ignorante, de um promotor ignorante, de pessoas insensatas, que condenaram as pessoas antes de investigar e de julgar", apontou.
Consequências da operação
A operação da Polícia Federal aconteceu em setembro de 2017. Cancellier foi investigado junto com seis professores. O ex-reitor era suspeito de tentar intervir em uma apuração interna.
Cancellier foi preso por um dia e ficou impedido de entrar na UFSC. Um mês depois do ocorrido, o ex-reitor pulou do sexto andar de um shopping de Florianópolis. Na ocasião, ele deixou um bilhete afirmando que a sua morte foi declarada quando foi banido da universidade.
A PF abriu uma sindicância interna para apurar se houve abuso dos agentes ou falhas na investigação.
Fonte: A Tarde