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Lula presta homenagem a reitor que se suicidou em Santa Catarina
Lula presta homenagem a reitor que se suicidou em Santa Catarina
19/01/2023 17h41 Atualizada há 3 anos
Por: Redação
Foto: Reprodução

Presidente participou de reunião com educadores nesta quinta-feira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) homenageou o ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier, em reunião com reitores de universidades e institutos federais, nesta quinta-feira, 19, no Palácio do Planalto.

Cancellier se suicidou em Florianópolis após ser alvo de investigação da Polícia Federal. Lula afirmou que as ideias do ex-reitor seguiam vivas e que iria trabalhar para que "nunca mais aconteça o que aconteceu".

"Esteja onde você estiver, pode ficar certo de que aqui tem muita gente disposta a dar sequência ao trabalho que você fazia e às ideias que você acreditava. Você morreu, mas suas ideias continuam vivas. Nós haveremos de recuperá-las e trabalhar para que nunca mais aconteça o que aconteceu", disse o presidente.

Lula descreveu o caso como uma "aberração" e lamentou o atraso na homenagem para o ex-reitor. O ex-presidente Michel Temer (MDB) não comentou sobre o assunto e Jair Bolsonaro (PL) não realizou reuniões acadêmicas durante os quatro anos de mandato.

"Faz cinco anos e quatro meses que esse homem se matou pela pressão de uma polícia ignorante, de um promotor ignorante, de pessoas insensatas, que condenaram as pessoas antes de investigar e de julgar", apontou.

Consequências da operação 

A operação da Polícia Federal aconteceu em setembro de 2017. Cancellier foi investigado junto com seis professores. O ex-reitor era suspeito de tentar intervir em uma apuração interna.

Cancellier foi preso por um dia e ficou impedido de entrar na UFSC. Um mês depois do ocorrido, o ex-reitor pulou do sexto andar de um shopping de Florianópolis. Na ocasião, ele deixou um bilhete afirmando que a sua morte foi declarada quando foi banido da universidade.

A PF abriu uma sindicância interna para apurar se houve abuso dos agentes ou falhas na investigação.

Fonte: A Tarde