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PGR pede abertura de inquérito contra três parlamentares por incitação aos atos de terrorismo nos Três Poderes
PGR pede abertura de inquérito contra três parlamentares por incitação aos atos de terrorismo nos Três Poderes
11/01/2023 21h21 Atualizada há 3 anos
Por: Redação
Foto: Reprodução

Investigação vai apurar responsabilidade de deputados diplomados do PL e do PP

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de inquérito para apurar a atuação de três deputados federais na incitação aos atos de terrorismo contra os Três Poderes, praticados no último domingo.

O pedido de investigação busca apurar a responsabilidade dos deputados federais diplomados André Fernandes (PL-CE), Clarissa Tércio (PP-PE) e Silvia Waiãpi (PL-AP).

"Postagens feitas por eles em redes sociais antes e durante as invasões podem configurar incitação pública à prática de crime (conduta prevista no art. 286 do Código Penal) e tentativa de abolir, mediante violência ou grave ameaça, o estado democrático de direito", afirmou a PGR em comunicado.

Os pedidos foram feitos pelo subprocurador-geral da República Carlos Frederico dos Santos, designado pelo procurador-geral Augusto Aras para conduzir as investigações sobre os atos antidemocráticos.

Em um dos trechos, Carlos Frederico escreveu que "o discurso em apoio e a conclamação dos atos que culminaram na invasão às sedes dos Poderes constitucionais são indicativos de que o incitamento difundido (...) estimulou a prática das ações criminosas".

A PGR cita que um dos alvos da investigação, André Fernandes, chegou a postar foto em rede social da porta do gabinete do ministro Alexandre de Moraes vandalizada pelos terroristas. Já Clarissa Tércio divulgou um vídeo fomentando a invasão ao Congresso: "Acabamos de tomar o poder". Waiãpi também é acusada de divulgar vídeos das invasões fomentando os atos.

Após ter sido alvo de críticas, os deputados eleitos André Fernandes e Clarissa Tércio negaram em suas redes sociais terem incentivado atos antidemocráticos. Fernandes disse que não convocou ninguém para o ato e disse que não sabia que haveria "quebra-quebra nem vandalismo". Já Clarissa disse que é "totalmente contra qualquer tipo de violência, vandalismo, ou de destruição do patrimônio público, que venha ameaçar a nossa democracia". Waiãpi foi procurada, mas não respondeu aos contatos.

Fonte: O Globo