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Auxiliar de Moraes vê ligação entre empresários e “gabinete do ódio"
Auxiliar de Moraes vê ligação entre empresários e “gabinete do ódio"
30/08/2022 08h08 Atualizada há 4 anos
Por: Redação
Foto: Reprodução

Juiz do gabinete do ministro defende investigar “rede financeira” que financia fake news

O juiz auxiliar do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Airton Vieira apontou em documento ligações entre empresários investigados por defenderem um golpe de Estado em grupo no WhatsApp e o chamado “gabinete do ódio”.

O documento foi um dos materiais que subsidiou a decisão de Moraes em autorizar a operação da Polícia Federal contra oito empresários bolsonaristas, que supostamente fizeram ataques ao STF e sobre um eventual golpe em caso de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições. O caso surgiu após reportagem do site Metrópoles.

O material elaborado por Vieira conecta a operação e o financiamento do “gabinete do ódio”, grupo que, sob as ordens do Palácio do Planalto, espalharia fake news e afirmações agressivas contra adversários do atual governo.

De acordo com o juiz, a reportagem do Metrópoles sobre as conversas dos empresários bolsonaristas no Whatsapp no grupo “Empresários & Política” têm "estrita correlação com o rumo de investigações pregressas, todas elas voltadas ao possível financiamento de notícias fraudulentas, discursos de ódio e ataques orquestrados".

De acordo com o magistrado, os empresários, a pretexto de apoiar a reeleição do atual presidente, teriam aderido voluntariamente aos núcleos de financiamento já identificados no âmbito do inquérito das "milícias digitais". O objetivo seria o mesmo: "atacar integrantes das instituições públicas, desacreditar o processo eleitoral brasileiro, reforçar o discurso de polarização e gerar animosidade dentro da própria sociedade brasileira".

Fonte: A Tarde