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Fachin afirma que “é hora de dizer basta” aos ataques feitos à Justiça Eleitoral
Fachin afirma que “é hora de dizer basta” aos ataques feitos à Justiça Eleitoral
20/07/2022 08h20 Atualizada há 4 anos
Por: Redação
Foto: Reprodução

TSE rebateu acusações e fake news de Jair Bolsonaro contra o sistema eleitoral e urnas eletrônicas

Ainda na esteira das acusações e fake news de Jair Bolsonaro contra o sistema eleitoral, o ministro do Supremo Tribunal Federal e Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Edson Fachin, disse que “é hora de dizer basta” aos ataques feitos ao processo eleitoral brasileiro e as urnas eletrônicas.

Fachin discursou nesta terça-feira (19) no lançamento da campanha de Enfrentamento à desinformação pela seccional do Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil.

Segundo o presidente do TSE, a Justiça Eleitoral e seu representantes são “atacados com uso de má fé” e que a "manipulação" da comunicação é uma tentativa de "sequestrar a própria opinião pública e a estabilidade política.

Fachin reiterou que não há nenhum indício de fraude nas urnas eletrônicas. “A Justiça Eleitoral está preparada e conduzirá a Eleição de 2022 de forma limpa e transparente. Como vem fazendo nos últimos 90 anos. E nos últimos 26 anos de forma eletrônica para votação”, afirmou.

Fachin ainda afirmou, sem citar o nome do presidente Jair Bolsonaro, que uma personalidade importante vem tendo um “inaceitável negacionismo eleitoral” e considerou como “muito grave” as acusações de fraude no processo eleitoral de 2018.

Procuradores pedem investigação

Procuradores federais dos Direitos dos Cidadãos de todos dos estados e do Distrito Federal assinaram nesta terça-feira (19) uma notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro pelos ataques às urnas durante reunião com embaixadores.  A informação foi publicada pelo portal UOL.

O documento foi entregue ao procurador-geral, Augusto Aras, e acusa Bolsonaro de proferir inverdades contra o Judiciário e a democracia.

Os procuradores relembram que o TSE já decidiu que ataques ao sistema eleitoral não são protegidos pela liberdade de expressão e podem ser punidos pelo tribunal.

Nesta segunda (18), Bolsonaro reciclou acusações de fraudes nas urnas sem apresentar provas e criticou os ministros Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes, respectivamente o ex, o atual e o próximo presidente do TSE.

Edição: Rede Brasil Atual

Fonte: Brasil de Fato