A lista do governo provocou estranheza pelo fato de que, ao invés de enviar oito indicações, como esperado, foram incluídos dez nomes. Há dois executivos que representam acionistas minoritários: o empresário Juca Abdalla, que tem 2% das ações da Petrobras, e o executivo Marcelo Gasparino.
Embora tenham sido eleitos em abril, eles aparecem como conselheiros apontados pelo governo. Isso despertou desconfiança de que tivessem feito algum acordo para manter o posto, o que negam.
Em sua página no LinkedIn, Gasparino afirmou que havia solicitado ao governo que nomeasse apenas 6 dos oito conselheiros que precisam ser submetidos novamente à Assembleia Geral, para que fossem preservados os eleitos em abril pelos minoritários — ele, Gasparino, e Abdala.
Mas o governo teria dito que essa solução não era viável e indicou não seis, mas dez nomes. Como são oito vagas e o governo enviou dez nomes, haverá uma votação para escolher quem fica. E eles teriam que disputar da mesma forma.
Na Petrobras a aposta é que dois conselheiros que ficaram da formação antiga, Ruy Schneider e Marcio Weber, estão na lista apenas para fazer número, e não serão apoiados pelo governo na hora da votação.
Schneider e Weber são vistos no governo como “homens do Bento”, em referência ao ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque. Nesse quadro, os dois minoritários acabariam ocupando vagas por indicação do governo.