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Segundo caso de varíola dos macacos é confirmado em São Paulo
Segundo caso de varíola dos macacos é confirmado em São Paulo
11/06/2022 17h36 Atualizada há 4 anos
Por: Redação
Foto: Reprodução

Homem de 29 anos viajou para Espanha e Portugal e teve as primeiras lesões na pele ainda na Europa

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que foi identificado o segundo caso de varíola dos macacos no Brasil. Trata-se de um homem de 29 anos que tinha viajado para a Europa e está isolado em casa em Vinhedo, interior do estado.

A Vigilância Epidemiológica do município, em parceria com o Estado, monitora o caso e seus respectivos contatos.

O caso é considerado importado, já que o paciente tem histórico de viagem para Portugal e Espanha. Os sintomas e as primeiras lesões na pele surgiram quando ele ainda estava na Europa. No entanto, o resultado positivo só foi confirmado por um laboratório espanhol após o desembarque no Brasil, na última quarta-feira, 8.

O primeiro caso da doença no país foi confirmado na quinta-feira, 9, pelo Instituto Adolfo Lutz. O paciente é um morador de 41 anos da capital paulista que viajou à Espanha, segundo país com o maior número de casos da doença. Ele está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas com bom estado clínico.

Além deste caso, a Prefeitura de São Paulo informou que monitora o estado de saúde de uma mulher de 26 anos, também moradora da capital, sem histórico de viagem ao exterior, hospitalizada com suspeita de ter contraído a doença.

A origem

A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo/íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. Este contato pode ser exemplo pelo abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias próximos e por tempo prolongado. A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo doente. Não há tratamento específico, mas de forma geral os quadros clínicos são leves e requerem cuidado e observação das lesões.

Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De 1 a 3 dias após o início desses sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele que podem estar localizadas em mãos, boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

Prevenção:

- Evitar contato próximo/íntimo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado;

- Evitar o contato com qualquer material, como roupas de cama, que tenha sido utilizado pela pessoa doente.

Fonte: A Tarde