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Ucrânia começa a retirar civis das cidades de Sumy e Irpin, dizem autoridades
Ucrânia começa a retirar civis das cidades de Sumy e Irpin, dizem autoridades
08/03/2022 07h58 Atualizada há 4 anos
Por: Redação
Sob temperaturas gélidas, refugiados esperam para entrar em ônibus, depois de cruzar a fronteira ucraniana com a Polônia, no posto fronteiriço de Medyka Foto: LOUISA GOULIAMAKI / AFP

Agência de refugiados da ONU avalia que segunda onda de fugitivos da guerra será composta por pessoas mais vulneráveis

A Ucrânia começou a evacuar civis da cidade de Sumy, no nordeste; e da cidade de Irpin, perto da capital Kiev, nesta terça-feira, disseram autoridades ucranianas.

As retiradas de moradores começaram depois que autoridades russas e ucranianas concordaram em estabelecer "corredores humanitários" para permitir que civis saíssem de algumas cidades sitiadas pelas forças russas. A Rússia abriu passagens humanitárias de Kiev e também de Cherhihiv, Kharkiv e Mariupol, disse a agência de notícias Interfax, citando o Ministério da Defesa russo nesta terça-feira.

O Ministério da Defesa acrescentou que as forças russas na Ucrânia introduziram um "regime silencioso" dessde o início desta manhã (madrugada de terça no Brasil), informou a Interfax.

Os civis estão encurralados pelos combates desde que as tropas russas invadiram a Ucrânia, em 24 de fevereiro. Muitos já conseguiram escapar nesse período - 2 milhões de pessoas, segundo a agência de refugiados da ONU - no que as Nações Unidas descreveram como a crise de refugiados que mais cresce desde a Segunda Guerra Mundial. A grande maioria dos que correm para a segurança é de mulheres e crianças.

"Já começamos a evacuação de civis de Sumy para Poltava (no centro da Ucrânia), incluindo estudantes estrangeiros", disse o Ministério das Relações Exteriores, em um tuíte. "Pedimos à Rússia que concorde com outros corredores humanitários na Ucrânia".

Mais vulneráveis

Após a primeira onda de refugiados da Ucrânia, é provável que haja uma segunda onda composta por refugiados mais vulneráveis, disse o chefe da agência de refugiados da ONU nesta terça-feira.

"Se a guerra continuar, começaremos a ver pessoas sem recursos e sem conexões", disse o chefe do ACNUR, Filippo Grandi, em entrevista coletiva.

"Essa será uma situação mais complexa de gerenciar para os países europeus daqui para frente, e será necessário haver ainda mais solidariedade de todos na Europa e além", disse ele.

Fonte: O Globo