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Área plantada de algodão na Bahia tem expansão de 15%
Área plantada de algodão na Bahia tem expansão de 15%
17/02/2022 10h07 Atualizada há 4 anos
Por: Redação
Foto: Reprodução

Segundo maior produtor de algodão entre os estados brasileiros, a Bahia tem boas perspectivas para a safra

Segundo maior produtor de algodão entre os estados brasileiros, ficando atrás apenas do Mato Grosso, a Bahia tem boas perspectivas para a próxima colheita, com aumento de 15% na área plantada em comparação com o período anterior e diante de um cenário de recuperação dos preços internacionais. São atualmente 306.375 hectares dedicados ao plantio do algodão no estado.

"A cultura vem se desenvolvendo bem, então se espera que tenhamos produtividade tanto quanto a safra passada, ou até melhor, o que daria em torno de 588 mil toneladas de algodão em pluma", avalia Luiz Carlos Bergamaschi, presidente da Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa). Em visita ao Grupo A TARDE, o produtor comentou as iniciativas e os planos do segmento, que responde pela segunda maior produção no Oeste da Bahia, depois da soja.

"O produtor já está planejando a próxima safra. Teremos uma dificuldade em relação ao custo, os preços dos insumos aumentaram muito. Então o agricultor está nessa tomada de decisão, de planejar a próxima safra dentro desse novo cenário que temos", aponta Bergamaschi, catarinense que chegou à Bahia ainda nos anos 90, onde se firmou como tradicional produtor da região do Rosário, na divisa entre a Bahia e Goiás.

Sem sombra de dúvida, na Bahia, Oeste é sinônimo de algodão: 98% da área plantada da cultura no estado está na região. Os outros 2% são produzidos no Sudoeste baiano. Em 20 anos, a área cultivada de algodão no Oeste cresceu 473%, com uma alta de 701% na produção. Além do algodão em pluma, também é produzido o caroço de algodão, utilizado na alimentação animal.

Terra do algodão, a Bahia também será palco da 13ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão. O evento acontece em agosto, em Salvador. "Era para ter ocorrido em 2021, mas, em função da pandemia, foi postergado para 2022. A nossa expectativa é de que seja um grande congresso, semelhante ao último que ocorreu, em Goiânia, com mais de 3 mil inscritos. É a reunião de toda a cadeia, para discutir a evolução, as perspectivas para o futuro", afirma o presidente da Abapa.

Além da importância econômica, os produtores também são responsáveis por outras iniciativas que levam desenvolvimento à região. Entre elas, a criação de um centro de treinamento para associados e a comunidade local. Há também um projeto de recuperação de estradas vicinais do Oeste. "É uma parceria entre a associação, o Instituto Brasileiro do Algodão, os produtores do trecho asfaltado e também com recursos do Prodeagro junto com a Aiba [Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia]", explica Bergamaschi.

"Nesses últimos anos, pavimentamos 166 km de estradas. Para esse ano, a expectativa é pavimentar em torno de 105 km, de um total de projeto de 730 km. Essa dificuldade de logística, de transporte, nós estamos atendendo com pavimentação. Isso beneficia não só o produtor, barateando o custo, mas toda a sociedade", completa.

No Oeste da Bahia, o agronegócio gera aproximadamente 95 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Além disso, responde por 25% do Produto Interno Bruno (PIB) baiano.

O algodão plantado em regime de sequeiro é predominante na Bahia, com 255.361,17 hectares, contra apenas 51.014 hectares sob irrigação, o que significa, em termos percentuais, 83,35% e 16,65%, respectivamente.

Apesar disso, a Abapa e a Aiba, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), monitoram o Aquífero Urucuia, um manancial de 142 mil km² de extensão localizado na margem esquerda do Rio São Francisco. As entidades de produtores investiram recursos para um estudo do potencial do aquífero para o uso sustentável para a agricultura.