Geral Geral
EUA suspendem medicamentos contra Covid usados no Brasil
EUA suspendem medicamentos contra Covid usados no Brasil
25/01/2022 17h52 Atualizada há 4 anos
Por: Redação
Foto: Reprodução

De acordo com a FDA, tratamentos com anticorpos monoclonais não são eficazes contra a variante Ômicron

A Food and Drug Administration (FDA), agência que regula medicamentos nos Estados Unidos, suspendeu o uso de dois medicamentos para Covid-19 em todo o território nacional. De acordo com o órgão, os coqueteis de anticorpos monoclonais da Regeneron (casirivimabe e imdevimabe) e da Eli Lilly (bamlanivimabe e etesevimabe) não são eficazes contra a Ômicron, principal variante em circulação nos EUA atualmente. Ambos os medicamentos estão aprovados no Brasil. Ainda não há decisão da Anvisa sobre a suspensão da autorização no país.

A decisão foi publicada na segunda-feira. Em comunicado, a diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA, Patrizia Cavazzoni, disse que os dados mostram que os dois tratamentos com anticorpos "são altamente improváveis de serem ativos contra a variante Ômicron, que está circulando em uma frequência muito alta nos Estados Unidos". A Ômicron é responsável por mais de 99% dos casos no país, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Os anticorpos monoclonais são proteínas fabricadas em laboratório que imitam o sistema de defesa natural do organismo. Os medicamentos, aplicados em ambiente hospitalar via infusão e destinados a pessoas em situação de alto risco, receberam aprovação de uso emergencial no ano passado e foram administrados em milhões de pacientes nos EUA.

Entretanto, recentemente, os fabricantes disseram que esse tratamento é menos eficaz contra a Ômicron por causa de suas mutações. A suspensão do uso dos medicamentos já havia sido recomendada pelo Painel de Diretrizez para o Tratamento da Covid-19 dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH).

A agência ressalta que outras terapias para o tratamento de pacientes com sintomas leves de Covid-19, que correm um risco aumentado de complicações, estão disponíveis no país. Elas incluem um anticorpo monoclonal fabricado pela GSK em parceria com a Vir Biotechnology (sotrovimabe) e pílulas antivirais da Pfizer e da MSD em parceria com a Ridgeback Biotherapeutics.

Segundo a FDA, no entanto, se esses medicamentos se mostrarem eficazes contra futuras variantes, seu uso pode ser reautorizado.

Fonte: O Globo